quarta-feira, 31 de março de 2010
PEC não é suficiente, IVA pode aumentar
Sim, vamos adiar os problemas com nova subida de impostos, como habitualmente, em vez de reestruturar o Estado. (é claro que estou a ser irónico!)
Eu no passado elogiei o PEC por este não ser tão drástico que pudesse prejudicar o crescimento devido a um corte excessivo da despesa mas a verdade é que estava à espera que se aproveitasse para reestruturar o Estado e resolver os problemas estruturais coisa que acabou por não acontecer nem sequer ser mencionada.
A única coisa que o PEC fez foi conter o aumento da despesa e, mais uma vez, aumentar os impostos.
O meu receio é que, devido aos problemas estruturais que se arrastaram por muitos anos a ao aumento vertiginoso da dívida na última década, Portugal já não vai ao sítio apenas com melhor gestão (poupando no desnecessário), infelizmente também se terá que cortar nas conquistas sociais conseguidas nas últimas décadas do Século XX.
Nas últimas décadas o peso do Estado na economia do país passou de 10% para quase 50% Assim o Estado está literalmente asfixiando a nossa economia.
Algumas das reformas necessárias nem sequer custam dinheiro: a da Justiça e a do Mercado de Arrendamento.
Compreendo que reformar a Justiça é um assunto técnico e complicado mas criar um verdadeiro mercado de arrendamento é fácil, basta devolver o poder aos proprietários e afastar os conflitos tipificados dos tribunais, por exemplo quem não paga a renda deveria ser despejado sem qualquer intervenção de tribunal.
Outra coisa que não compreendo é o facto de em Portugal uma empresa não possa despedir livremente um funcionário, mesmo pagando uma indemnização. Os empregadores têm que conhecer a lei para arranjar maneira legal (e por vezes imoral) para despedir um funcionário, caso contrário o funcionário coloca a empresa em tribunal e esta é obrigado a readmiti-lo, com todos os transtornos psicológicos que esta situação gera quer no trabalhador quer no empregador.
Afinal já disse 3 coisas em vez de 2 onde é possível reestruturar o Estado sem gastar dinheiro: Justiça, Mobilidade geográfica (Arrendamento) e mobilidade laboral.
No caso concreto da mobilidade laboral até se poderia poupar dinheiro pois esta permitiria maior criação de riqueza, reduzindo assim o número de desempregados, no médio e longo prazo.
A única reforma que custaria dinheiro é a da Educação e Natalidade. É necessário dar Educação de qualidade e incentivar o aumento de natalidade da classe média.
Sim, digo da classe média pois os actuais subsídio em dinheiro que alguns países fazem apenas incentiva a natalidade da classe baixa que vê nesses subsídios um negócio: trazem crianças para este mundo mas depois não se preocupam ou não tem capacidade de as educar correctamente.
Para evitar esta situação deve-se trocar os subsídios em valor absoluto (valores iguais para toda a gente) por incentivos cujo valor seja directamente proporcional com o ordenado. Um exemplo desse incentivo é a licença de maternidade/paternidade (cujo valor varia em função do ordenado) Outros incentivos desse género se deveriam criar, como deduções específicas sobre o IRS que fossem realmente suficientes para criar um filho, tendo em atenção aspectos como a alimentação, saúde, educação e a própria casa pois quem tem filhos necessita de casa maior).
quarta-feira, 24 de março de 2010
Os dois melhores filmes de Ficção Cinetífica
Respondendo ao desafio da Exame Informática sobre quais são, para mim, os dois melhores filmes de Ficção Científica, tenho a dizer que os dois filmes que me marcaram foram o Daryl (1985) e o Starman (1984)
Daryl é uma criança artificial cujo criador, ao saber que o projecto ia acabar e ser destruído, a rapta do laboratório e na fuga tem um acidente e morre mas Daryl sobrevive e é encontrada e adoptada por uma família onde aprende a ser criança.
Na verdade D.A.R.Y.L. é um projecto de inteligência artificial e a criança é apenas um interface autónomo do grande computador que ainda se encontra nas instalações do laboratório e o governo fará tudo para encontrar essa interface e descobrir como foi possível que os humanos a confundissem com uma criança verdadeira.
Vi o filme há 25 anos, apenas uma vez, e lembro-me de tudo o que acabei de contar. Não teve grande sucesso comercial mas tocou-me pois tratava-se de verdadeira ficção científica que abordava o conceito de inteligência artificial.
Starman já é um filme com actores mais conhecidos e tocou-me porque foi a primeira vez que vi a hipótese de utilizar o ADN de uma mecha de cabelo para clonar uma entidade incorpórea extraterrestre para lhe dar um corpo humano.
sábado, 13 de março de 2010
PEC ou PeC?, Certamente pec.
Não teci comentários sobre o PEC – Plano de Estabilidade e Crescimento antes de saber o seu conteúdo, ou pelo menos o resumo das linhas gerais do seu conteúdo publicado pelos meios de comunicação.
Agora que já sei as linha gerais do seu conteúdo posso afirmar que este PEC é mais um PeC pois o governo em vez de diminuir a despesa para cumprir os critérios de Bruxelas, limita-se a conter o seu aumento de forma a não prejudicar o Crescimento de Portugal.
É uma boa estratégia, apesar de, mais uma vez haver aumento de impostos. Se eu fosse governo e não tivesse que prestar contas a Bruxelas provavelmente faria igual, até porque este aumento de impostos atinge essencialmente a classe média e trabalhadora, protegendo assim a classe baixa, desempregados e inactivos.
Acontece que Portugal vai ter que prestar contas a Bruxelas até 2013 e se esta ligeira contenção de custos e aumentos de impostos da classe média não for suficiente, lá teremos que andar ao tio-tio outra vez, como Manuela Ferreira Leite / Durão Barroso nos obrigaram a andar por imposição de Bruxelas em sequência da política económica de Guterres.
Eu como português apenas rezo que o pressuposto de crescimento proposto pelo governo venha a ser realizado e superado e, dessa forma, o PEC ter sucesso.
No entanto não posso deixar de concordar com o Paulo Portas do CDS quando diz que este PEC é um pec – plano de esfolamento do contribuinte,
http://www.agenciafinanceira.iol.pt/economia/portas-pec-irs-deducoes-fiscais-agencia-financeira-cds/1146810-1730.html
neste caso ao contribuinte trabalhador e esperemos que não passe de aí.
Agora a pergunta será: acredito neste PEC? Bem, ao nível do défice do orçamento tudo dependerá do crescimento da economia e da execução do PEC. Quanto à diminuição da dívida claramente não acredito, para este propósito o governo está a contar com o ovo no cu da galinha e ainda por cima de forma não sustentada. Mesmo que as privatizações tenham sucesso elas não se podem repetir. A única maneira sustentável de resolver o problema da dívida é reestruturar a nossa economia para a tornar mais competitiva e diminuir a despesa do Estado e, dessa forma substituir os défices por super-avites (saldo positivo).
quarta-feira, 3 de março de 2010
Se eu fosse militante…
Nas últimas eleições socialistas eu tive oportunidade de expressar a minha opinião tendo dito na altura que dos 3 candidatos o José Sócrates era o melhor. (não sabendo na altura que este se viria a transformar na autentica máquina propagandística que hoje é)
Agora a situação repete-se mas para o PSD onde também existem 3 candidatos: Paulo Rangel, Aguiar Branco e Pedro Passos Coelho.
Nenhum dos 3 me parece o Messias que foi Cavaco Silva.
Ontem conheci, pelo programa “A Cor do Dinheiro”, o Aguiar Branco e hoje acabei de ver o frente-a-frente de Paulo Rangel e Passos Coelho.
Quanto ao Aguiar Branco, ele pareceu-me uma pessoa séria e íntegra na mesma linha de Marques Mendes, não sei se o quereria para primeiro-ministro mas de certeza que o quereria para ministro da Justiça até porque ele já tem experiência no assunto e sabe bem como funciona a justiça.
Quanto ao Paulo Rangel (que acredito que tenha as melhores sondagens do momento pois acabou de ganhar as eleições Europeias) pareceu-me um José Sócrates: Muito estilo, muito discurso bonito, mas pouca substância.
Quanto ao Pedro Passos Coelho, parece-me uma pessoa que sabe do que fala, realista e pragmática, com boas noções de economia e finanças que é o que o país precisa.
Conclusão: Tal como eu disse no passado que se fosse militante do PS votaria José Sócrates (antes dele se ter transformado na máquina propagandística que hoje é). Se eu hoje fosse militante do PSD votaria Pedro Passos Coelho.
Como português espero que aconteça uma de duas coisas: ou que eu esteja enganado em relação ao Paulo Rangel ou que ele não vença as eleições.
Quanto aos outros dois, desde que o próximo ministro das finanças seja o António Borges ou outra pessoa de igual competência, estarei confiante num Pedro Passos Coelho mas também estarei tranquilo com um Aguiar Branco. O ideal era um Passos Coelho como primeiro-ministro e um Aguiar Branco como ministro da Justiça.
Sendo que o ministro da Justiça deverá ser, no Portugal de hoje, o ministro mais importante a seguir ao ministro das finanças pois um dos principais bloqueios da economia em Portugal é o actual (in)funcionamento da justiça que carece de reestruturação e simplificação.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
A Frase
José Eduardo Moniz, Diário Económico, 17-02-2010
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
O Joãozinho na política
Entre outros ‘eventos’, foi a uma escola falar aos miúdos.
Acolitado por numeroso séquito, e após a exposição romanceada de várias realizações, dispôs-se a responder a perguntas.
Uma criança ergueu a mão.
-Olá! Como te chamas?
-Paulinho. Tenho 3 perguntas.
-Então pergunta lá…
-1ª. Na campanha eleitoral prometeu 150.000 empregos. Já os arranjou?
-2ª. Quem meteu ao bolso o dinheiro do ‘Freeport’?
-3ª. Sabia dos escândalos ‘Face Oculta’?
Assarapantado, Sócrates foi salvo pela campaínha do recreio.
Acabado este e de novo na sala, Sócrates recomeça:
-Porreiro pá! Vamos às perguntas. Alguém mais?
- Eu. Sou o Joãozinho e tenho 5 perguntas:
-1ª. Na campanha eleitoral prometeu 150.000 empregos. Já os arranjou?
-2ª. Quem meteu ao bolso o dinheiro do ‘Freeport’?
-3ª. Sabia dos escândalos ‘Face Oculta’?
-4ª. Porque tocou a campaínha p’ró recreio ½ hora antes do tempo?
-5ª. Onde está o Paulinho?
| Reacções: |
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Pobreza portuguesa vs pobreza norte-americana
Nós é que somos pobres?
Estava há dias a falar com um amigo meu de Nova Iorque que conhece bem Portugal, e dizia-lhe eu à boa maneira portuguesa de "coitadinhos":
- Sabes , nós os portugueses somos pobres ...
Esta foi a sua resposta: "Como podes tu dizer que são pobres, quando pagam por um litro de gasolina, mais do triplo do que eu pago? Quando se dão ao luxo de pagar tarifas de electricidade e de telemóvel 80 % mais caras do que nos custam a nós nos EUA? Como podes tu dizer que são pobres quando pagam comissões bancárias por serviços bancários e cartas de crédito ao triplo do que nos custam nos EUA? Ou quando conseguem pagar mais de 20.000 EUROS por um carro que a mim me custa 12.000 US Dólares? Vocês conseguem dar mais de 8.000 EUROS de presente ao vosso governo, mas nós não.
Nós é que somos pobres: por exemplo
Além disso, vocês ainda têm " impostos de luxo" como são os impostos na gasolina, gás, álcool, cigarros, cerveja, vinhos, etc,... que faz com que esses produtos cheguem a aumentar em certos casos até 300 % do valor original. Para não falar de outros impostos especiais como o imposto sobre a renda, impostos sobre automóveis novos, sobre bens pessoais, sobre bens das empresas, de circulação automóvel.
Um Banco privado vai à falência e vocês que não têm nada com isso pagam, e ainda por cima pagam ao vosso Governador do Banco de Portugal um vencimento anual que é quase 3 vezes mais que o do Governador do Banco Federal dos EUA...
Um país que é capaz de cobrar o Imposto sobre Ganhos por adiantado e Bens pessoais mediante retenções, claro que anda a nadar na abundância e assim consegue pagar salários fabulosos aos gestores públicos e privados.
Os pobres somos nós, que vivemos nos USA e que não pagamos impostos sobre a renda se ganhamos menos de 3.000 dólares ao mês por pessoa, isto é mais ou menos os vossos 2.370 €uros. Vocês conseguem pagar impostos do lixo, sobre o consumo da água, do gás e electricidade. Em Portugal conseguem pagar pela segurança privada nos Bancos, urbanizações, edificios municipais, etc... enquanto nós como somos pobres temos que conformar-nos com a segurança pública. Uma miséria...
Vocês enviam os filhos para colégios privados, enquanto que para nós aqui nos USA as escolas públicas emprestam os livros aos nossos filhos prevendo que não os podemos comprar.
Vocês não são pobres;...gastam é muito mal o vosso dinheiro. Ou então, são estúpidos e mansos!"
Como devo responder? Um verdadeiro Case Study! Por favor, quem dá ideias, sugestões?
(Enviado pela professora Julieta Baptista)
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
O Natal e a Economia
sábado, 12 de dezembro de 2009
TGV - Esquizofrenia
Antes das eleições falava-se que seria uma loucura para as finanças e para o resto da economia os 7 mil milhões de Euros que custava a rede de TGV que o governo se propõe fazer.Por outro lado o governo fala na necessidade de aumentar a produtividade do país. Ora para aumentar a produtividade do país em termos ferroviário bastava completar a linha já existente e que nunca entrou em funcionamento precisamente porque não se completou, para ligar Sines a Madrid.
Sim Sines pois é em Sines que se encontra o único porto de águas profundas da península ibérica. Para a nossa competitividade mais importante do que passageiros é transportar mercadorias.
Mas dizer isto não basta, pois as mercadorias necessitam de percursos longos para ligar, sem mudança de comboio ou rodados, Sines/Lisboa ao resto da Europa.
Então a minha afirmação anterior fica em causa pois a linha existente e que falta completar para poder entrar em funcionamento está em bitola ibérica. Sendo a única bitola Europeia existente em Espana a do TGV (se não estou em erro o TGV espanhol já foi construído em bitola Europeia e todo este meu texto se baseia nessa presunção).
Bitola é a largura da via, isto é o espaço entre cada um dos 2 carris de uma linha, ou se preferirem o espaço entre a roda direita e a roda esquerda do comboio.
Então para rentabilizar os portos de Sines, Setúbal e Lisboa já faz sentido que se use o TGV Espanhol.
Mas para usarmos as linhas do TGV espanhol seria necessário construir o prolongamento da linha Badajoz-Sines-Setubal em bitola europeia. Bitola europeia não quer dizer necessariamente TGV. Podia simplesmente aproveitar-se a linha já existente, completa-la e diminuir as vias para a bitola europeia.
De qualquer forma as madeiras usadas nessa linha já devem estar podres e portanto teria que se trocar de qualquer forma essas madeiras, Para a transformar em bitola europeia basta que nesse processo se colocassem os carris um pouco mais juntos.
Não sei quanto custaria completar e requalificar essa linha mas acredito que seria muitíssimo mais barato do que construir uma nova linha, de alta velocidade, paralela à existente que nunca foi completada.
Dessa forma aumentaria a competitividade do nosso comércio internacional sem comprometer as gerações futuras com o endividamento que o TGV nos vai trazer.
A única razão para se fazer o que o governo está a fazer com a linha TGV Poceirão-Caia hoje adjudicada é se também for necessário o transporte de passageiros. É uma opção política que seria justificada se o estudo de viabilidade económica fosse favorável.
Acontece que a opção do governo é de APENAS passageiros. Deitando por terra qualquer aumento de competitividade do nosso comércio internacional.
Tudo isto cheira-me a um negócio da china, com o dinheiro do contribuinte, para encher alguns bolsos.
Como disse no início deste texto, pressuponho que o TGV espanhol já tenha sido construído em bitola europeia.
O que eu sei é que o governo espanhol se prepara para gastar 5 mil milhões de Euros na transformação de TODA a sua vasta rede ferroviária para a bitola europeia. Não sei se o TGV espanhol está incluído ou se este já está em bitola Europeia.
Ora este número revela que é muito mais barato transformar uma linha existente do que construir uma nova, tal como eu sugeri.
Acontece que se a bitola do TGV espanhol ainda for a ibérica então é mais uma razão para adiarmos os nossos planos de TGV para quando essa transformação espanhola estiver concluída, pelo menos nos troços que nos dizem respeito: França-Badajoz-Sines e eventualmente França-Vigo-Porto-Sines.
Reparem que eu nunca mencionei Lisboa pois considero que a extensão do TGV a Lisboa deve ser apenas até o Aeroporto de Lisboa, perto de Alcochete, sem necessidade de construir uma nova ponte ferroviária para ligar o aeroporto ao centro de Lisboa.
Ainda por cima a ponte projectada pelo governo para ligar o aeroporto de Alcochete ao centro de Lisboa vai dar a volta pelo Barreiro!
Ora é minha opinião que para isso então escusa-se de construir uma nova ponte, basta ligar Lisboa ao Aeroporto construindo a apenas uma extensão Almada-Barreiro-Aeroporto por linha ferroviária urbana para melhor servir as populações (incluindo a ligação já existente a Sintra, Cascais, e Vila Franca de Xira), e o TGV começar apenas no Aeroporto.
Lembro que o TGV não é alternativa nem ao carro/autocarro nem ao actual comboio de passageiros pois os preços dos bilhetes serão comparáveis aos preços do bilhete de avião.
Os clientes do TGV são os clientes actuais do avião.
sábado, 28 de novembro de 2009
Governo acusa oposição de despesismo?!!
sábado, 21 de novembro de 2009
Portugal precisa de menos Estado.
Enegia e Negócios
Em Energia e negócios o Eng. Pinto de Sá fala essencialmente em:
- Como estamos caminhando para um grande apagão nacional e mesmo ibérico devido à forma descuidada como estamos a construir a nossa rede energética renovável (Eólica + mini-hidricas de acumulação eólica)
Ler também: Os apagões, o nuclear e as eólicas em http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2009/11/os-apagoes-o-nuclear-e-as-eolicas.html
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Aumento salarial ou eleitoralismo?
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
SEF multa empresas por contratarem imigrantes ilegais
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Back to Basic
ECONOMIA
Antigo governante lança críticas ao Governo
Medina Carreira: agricultura é que nos vai tirar da crise
Para Medina Carreira, ex-ministro das Finanças, só há uma solução para Portugal: «temos de investir nas batatas e nos legumes. Só através do investimento no sector primário e secundário, para exportar, conseguiremos sair da crise».
O antigo governante falou durante a apresentação do seu livro «Portugal que futuro» e foi, mais uma vez, crítico das políticas governativas. Para o economista vivemos num «ciclo de endividamento e défice crónico» e de onde só há uma saída possível: «aumentar a produção para criar riqueza».
Para isso é preciso «criar uma economia de mercado livre» e guardar «todo o dinheiro que nos emprestam» para combater o endividamento, em vez de o esbanjar.
«Neste momento, cada português deve 16 mil euros, mas daqui a cinco anos deverá muito mais», exemplificou o economista.
Opção contrária foi a tomada pelo actual Governo. Segundo o ex-ministro das Finanças, o programa do PS «não altera nada» de essencial. «Só aposta nas obras públicas. Com mais auto-estradas só vamos criar condições para fugir daqui».
«Outra preocupação é os homossexuais. Se andarmos preocupados com os homossexuais quando o país está a morrer, nem eles sobrevivem», ironizou o economista.
Neste sentido, Portugal «caminha para situação financeira cada vez mais desequilibrada», o que, «em certa medida, se torna numa bomba-relógio».
Ex-ministro apela a entendimento entre PS e PSD
Por isso, o economista alerta que «é preciso criar um entendimento entre os dois principais partidos políticos», embora considere que «nem os activos políticos nem os inactivos sabem alguma coisa».
Mas, Medina Carreira vai mais longe e põe em causa o futuro da democracia em Portugal. «Se os políticos continuarem a fazer política apenas para hoje e amanhã o regime republicano vai ter um fim muito desagradável».
Nessa óptica de descrença, o ex-governante afasta qualquer candidatura ao cargo de Presidente da República. «O Presidente hoje não tem poder para mudar nada. Pode dissolver a Assembleia da República mas é raro, pode dirigir mensagens ao Parlamento, mas o actual não o faz», respondeu o antigo ministro aos jornalistas.
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Dívida portuguesa em alerta negativo

terça-feira, 20 de outubro de 2009
Petróleo está a subir?

sábado, 26 de setembro de 2009
Vira o disco e toca o mesmo

quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Pensionistas pagam mais impostos

http://www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=1090880&div_id=1730
o TGV é um concorrente do avião e não do comboio ou carro

TGV será «o maior fiasco financeiro dos últimos 50 anos»
http://www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=1090828&div_id=1730
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Mais uma investida de José Sócrates contra a liberdade de expressão.

Jornalista escreveu artigo de opinião a criticar primeiro-ministro
Sócrates requer abertura de processo contra jornalista João Miguel Tavares ![]()
21.09.2009 - 21h35 PÚBLICO
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1401706&idCanal=61
O Ministério Público tinha determinado que o processo fosse arquivado, considerando que o artigo de opinião, “José Sócrates, o Cristo da política portuguesa”, publicado no "Diário de Notícias", não ultrapassava os limites da crítica a Sócrates, enquanto figura pública. O primeiro-ministro, ao pedir a abertura de instrução do processo, mostra vontade de continuar com o litígio.
O artigo de 3 de Março deste ano criticava o líder socialista quando este pediu “a decência da vida democrática”, durante a abertura de um congresso. João Miguel Tavares defendeu que Sócrates deveria manter o “mínimo de decoro e recato em matérias de moral”, depois de ser confrontado com as polémicas da sua licenciatura, do Freeport, entre outros casos.
Para o jornalista, ainda mais grave foram as declarações feitas por José Sócrates que insinuavam a sua ilibação automática por ter sido o governante mais votado pelo povo, mantendo uma lógica semelhante à de Fátima Felgueiras ou Valentim Loureiro. Tavares termina o seu texto de opinião comparando o primeiro-ministro ao líder da Venezuela. “Como político e como primeiro-ministro, não faltarão qualidades a José Sócrates. Como democrata, percebe-se agora porque gosta tanto de Hugo Chávez."
Na altura em que o processo foi arquivado o jornalista disse ao PÚBLICO que esperava que a decisão do MP fosse a do arquivamento do processo, já que no passado tinha escrito "coisas mais violentas sobre Pedro Santana Lopes e Manuela Ferreira Leite e que nenhum deles o processou".
O primeiro-ministro já processou nove jornalistas. Cinco são da TVI, três do PÚBLICO e um do DN.
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Filme impróprio para pais

http://cinecartaz.publico.pt/filme.asp?id=238597
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
O Favor do Estado e os Partidos

sábado, 12 de setembro de 2009
Governo deu orientações para votar contra OPA sobre a PT

quinta-feira, 10 de setembro de 2009
A Verdade Fiscal de Portugal Vs Espanha

Em http://www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=1088093&div_id=1730 a Economista Manuela Ferreira Leite (PSD) diz em relação ao esforço fiscal dos portugueses os seguinte:
«Enquanto não reduzirmos a carga fiscal, Portugal não vai crescer»
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Mais quatro concessões rodoviárias

http://www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=1085895&div_id=1730
domingo, 30 de agosto de 2009
TGV Lisboa-Barreiro?!!

http://www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=1085564&div_id=1728
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Governo de Sócrates conseguiu reduzir despesa?

http://noticias.pt.msn.com/article.aspx?cp-documentid=148859104
Quando li este título, em vários jornais e telejornais, até fiquei aliviado e pensei: “afinal ao contrário do que vem nos manuais de política económica, este governo conseguiu reduzir a despesa” Mas quando fui ler o artigo na íntegra reparo que o valor considerado não é nem o valor nominal nem o valor real mas sim o valor em percentagem do PIB!!!
Ora, qualquer economista sério dirá que isto não passa de manipulação de números, se queremos ser sérios nesta análise devíamos olhar para o valor real (valor nominal corrigido da inflação).
Portanto, esta notícia não passa de manipulação dos números e vem na orientação que José Sócrates tem defendido em fazer análises em percentagem do PIB em vez de fazer análises em valores reais.
Ora para este estudo ser sério devia ter em consideração os valores reais da despesa do Estado. Só assim é que se pode comparar de um ano para o outro.
Se este estudo fosse até este ano então, usando o mesmo critério da percentagem sobre o PIB, os resultados seriam inversos e o mesmo autor concluiria o contrário: Governo de Sócrates aumentou a despesa.
Portanto este estudo não tem a mínima seriedade e os jornalistas deviam ter mais formação económica antes de darem visibilidade a este mero exercício de manipulação.
segunda-feira, 27 de julho de 2009
¿Por qué fracasa el comunismo?

Quem tiver tempo agradeço que traduza para português.
Un reconocido profesor de economía de la Universidad norteamericana Texas Tech alegó que él nunca había reprobado a uno de sus estudiantes pero que, en una ocasión, tuvo que raspar la clase entera. Cuenta que esa clase le insistió que el comunismo sí funcionaba, que en éste sistema no existían ni pobres ni ricos, sino un igualitarismo total.
El profesor les propuso a sus alumnos hacer un experimento en clase sobre el comunismo: Todas las notas iban a ser promediadas y a todos los estudiantes se les asignaría la misma nota de forma que nadie sería reprobado y nadie sacaría una A.
· Después del primer examen, las notas fueron promediadas y todos los estudiantes sacaron B. Los estudiantes que se habían preparado muy bien estaban molestos y los estudiantes que estudiaron poco estaban contentos.
· Pero, cuando presentaron el segundo examen, los estudiantes que estudiaron poco estudiaron aún menos, y los estudiantes que habían estudiado duro decidieron no trabajar tan duro ya que no iban a lograr obtener una A; y, así, también estudiaron menos. ¡El promedio del segundo examen fue D! Nadie estuvo contento.
· Pero cuando se llevó a cabo el tercer examen, toda la clase sacó F: ¡Raspados todos!
Las notas nunca mejoraron. Los estudiantes empezaron a pelear entre si, culpándose los unos a los otros por las malas notas hasta llegar a insultos y resentimientos, ya que ninguno estaba dispuesto a estudiar para que se beneficiara otro que no lo hacía.
Para el asombro de toda la clase, ¡Todos perdieron el año! Y el profesor les preguntó si ahora entendían la razón del gran fracaso del comunismo.
Es sencillo; simplemente se debe a que el ser humano está dispuesto a sacrificarse trabajando muy duro cuando la recompensa es muy atractiva y justifica el esfuerzo; pero cuando el gobierno quita ese incentivo, nadie va a hacer el sacrificio necesario para lograr la excelencia.
Finalmente, el fracaso será general.Nota: Winston Churchill, premio Nobel en 1953 dijo al respecto, "es la filosofía del fracaso, el credo de los ignorantes, la predica de la envidia, su misión es distribuir la miseria de forma igualitaria para el pueblo.
sábado, 18 de julho de 2009
Porque é tão difícil simplificar?

Para uma organização (ou Estado) ser mais eficaz por vezes tem que ser menos eficiente, mais simples e desburocratizada, o que a torna mais magra e ágil. No entanto, quando alguém tem soluções para este problema fica completamente esmagado pelos lobbies instituídos, até se convencer que a sua solução é mais um problema do que solução.
"Tudo o que o senhor disse esta muito bem, mas não funciona na prática. O que o senhor faria, por exemplo, com os anemotécnicos, caso viéssemos a aplicar a sua teoria? Onde seria empregado todo o conhecimento dos acendedores de diversas
especialidades?".
"Não sei", disse João.
"E os especialistas em sementes? Em arvores importadas? E os desenhistas de instalações para porcos, com suas maquinas purificadores automáticas de ar?".
"Não sei" respondeu o João.
"E os anemotécnicos que levaram anos especializando-se no exterior, e cuja formação custou tanto dinheiro ao pais? Vou manda-los limpar porquinhos? E os conferencistas e estudiosos, que ano após ano tem trabalhado no Programa de Reforma e Melhoramentos? Que faço com eles, se a sua solução resolver tudo? Heim?".
"Não sei", repetiu João, encabulado.
"O senhor percebe, agora, que a sua idéia não vem ao encontro daquilo de que necessitamos? O senhor não vê que se tudo fosse tão simples, nossos especialistas já teriam encontrado a solução há muito tempo atrás? O senhor, com certeza, compreende que eu não posso simplesmente convocar os anemotécnicos e dizer-lhes que tudo se resume a utilizar brasinhas, sem chamas! O que o senhor espera que eu faça com os quilómetros e quilómetros de bosques já preparados, cujas arvores não dão frutos e nem tem folhas para dar sombra? Vamos, diga-me?".
"Não sei, não, senhor".
"Diga-me, nossos três engenheiros em Porcopirotecnia, o senhor não considera que sejam personalidades científicas do mais extraordinário valor?".
"Sim, parece que sim".
"Pois então. O simples fato de possuirmos valiosos engenheiros em Porcopirotecnia indica que nosso sistema é muito bom. O que eu faria com indivíduos tão importantes para o país?"
"Não sei".
"Viu? O senhor tem que trazer soluções para certos problemas específicos - por exemplo, como melhorar as anemotécnicas actualmente utilizadas, como obter mais rapidamente acendedores de Oeste (nossa maior carência) ou como construir instalações para porcos com mais de sete andares. Temos que melhorar o sistema, e não transforma-lo radicalmente, o senhor, entende? Ao senhor, falta-lhe sensatez!".
"Realmente, eu estou perplexo!", respondeu João.
"Bem, agora que o senhor conhece as dimensões do problema, não saia dizendo por ai que pode resolver tudo. O problema é bem mais sério e complexo do que o senhor imagina. Agora, entre nós, devo recomendar-lhe que não insista nessa sua idéia - isso poderia trazer problemas para o senhor no seu cargo. Não por mim, o senhor entende. Eu falo isso para o seu próprio bem, porque eu o compreendo, entendo perfeitamente o seu posicionamento, mas o senhor sabe que pode encontrar outro superior menos compreensivo, não é mesmo?".





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